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BREVE RESENHA HISTÓRICA

 

 

SÃO MIGUEL DE RORIZ

 

 

            A freguesia de Roriz remonta às antiguidades romanas, quando este povo conquistou o Ocidente Europeu e romanizou a Península Ibérica.

 

            A origem do seu nome, segundo o Padre António Gomes Pereira, vem do genitivo Rodorici, do nome próprio Rodoricus (Rodrigo). 

Em 1220 dizem as Inquirições que se chamava “ De Sancto Michaele de Roorice”, na Terra do Prado. As inquirições de 1258, acrescentam que pertencia ao Julgado do Prado. Era uma Paroquia de cuja Igreja, o Rei detinha o padroado e algumas propriedades. Em 1439 o Arcebispo de Braga uniu-a ao convento de Vilar de Frades.

 

 Roriz, orago São Miguel, começou por ser um padroado real. No princípio do século XIII era terra de prado, sob a denominação “ De Sancto Michaele de Roorice “. Depois passou à jurisdição do Arcebispo de Braga. Mas em 1439 El-Rei D. Fernando da Guerra uniu esta freguesia ao Convento de Vilar de Frades, que se manteve até 1834.

 

            A sua população no século XVI era de 68 moradores; no século XVII de 130 vizinhos; no século XVIII era de 134 fogos, e no século XIX era de 876 habitantes.

 

            As suas casas mais importantes são: a do Bárrio (brasonada), a de Paus ou Paulos, a do Alferes, a do Ralha, a de Rebordelo, a do Calixto, a de Verdegaio, a de Zimbrelo, a de Lamela, a de Gião, a de Viloge, a da Granja, a do Caridade, a da Costa, a do Cunha, a do Beato, a da Coca, a de Pias e a do Coelho.

 

 


 

Quiraz

 

 

             A antiga freguesia de Quiraz, extinta em 1834, faz hoje parte da freguesia de Roriz, tendo sido anexada em 1841, passando a lugar com o mesmo nome.

 

             Quiraz, orago São Salvador, era uma vigararia da apresentação do abade de Santa Maria de Galegos. Quiraz vem do genitivo Queriaci, do nome próprio Queriacus.

 

            Esta freguesia vem nas Inquirições de 1220 com a designação “ De Sancto Salvatore de Quiraz “, de Terra de Neiva.

 

            A sua população no século XVI era de 18 moradores; no século XVII era de 42 vizinhos; no século XVIII era de 44 fogos, estando no século XIX a sua população englobada com a de Roriz.

           

            A população estava distribuída pelos seguintes lugares habitados: Igreja Velha, Gandra, Matos, estrada, Torre, Coutada, Souto, Cruz, Casco, Longos, Barreiro e Pontelhos.

 

            As suas casas mais importantes são: a do Mirandelo, a da Felgueira e a do Capitão.

  

 


 

“ As Invasões Francesas”

 

 

            A intervenção francesa em Portugal concretizou-se à volta do chamado Bloqueio Continental, Decretado por Napoleão em 21 de Novembro de 1806, pelo qual se proibia o comércio com a Inglaterra. Portugal foi, assim, colocado entre dois fogos: pressentia a inevitabilidade da invasão por parte da França, caso mantivesse a aliança com a Inglaterra, mas sabia também que o encerramento dos seus portos à velha aliada ponha em causa a prosperidade económica do país.

 

            Portugal tentou manter uma postura de neutralidade, mas quando teve que optar por uma das partes, não deixou de optar pela velha aliada, a Inglaterra.

 

As invasões francesas foram inevitáveis, entre 1807 e 1811, registaram-se três invasões. A segunda invasão começou em Fevereiro de 1809, os Franceses entraram em Portugal por Trás-os-Montes, conquistando todo o norte até ao rio Douro. As forças Francesas não conseguiram aguentar a pressão das forças Inglesas e Portuguesas, e foram obrigadas a bater em retirada para Espanha.

 

            Os franceses, ao baterem em retirada para Espanha, na sua marcha sobre Ponte do Lima, em Abril de 1809, acamparam em Roriz, no lugar do Pateirão, onde hoje está situado o Cemitério Paroquial.

 

   Os soldados caíram sobre a freguesia de Quiraz por aí se ter esboçado uma escaramuça à sua passagem e fizeram uma razia: cortaram centeio para os cavalos, saquearam as casas, etc.

  

Parte da população tinha fugido para o alto dos montes, a outra parte cavou trincheiras ao norte de Roriz, nos lugares de Madorra e Real e aí dizimou os franceses, quando continuaram a sua marcha para Ponte do Lima.

           

            Naqueles lugares tem aparecido enterradas ossadas humanas desse tempo.

 

 


 

A Revolta da Maria da Fonte “

 

  

            Em Fevereiro de 1842, instalou-se em Portugal, a ditadura administrativa de Costa Cabral, conhecida por “Cabralismo”. Esta adoptou a bandeira da ordem e do desenvolvimento económico. Para tal, estabeleceu-se no país um regime de repressão e de violência. O povo lusitano sobrecarregado de tributos, desesperado pela fome e pela carência de dinheiro resolveu-se ou a morrer ou a sacudir o pesado e tirânico jugo que tanto o afligia.

   

O aumento das contribuições constituiu o motivo mais sério e mais generalizado para a revolta. Mas o pretexto para a rebelião geral, a chama que desencadeou a revolta, foi uma lei altamente progressiva que visava proibir os enterros nas igrejas, confinando-os aos cemitérios.

  

Iniciada em 1846, a revolução teve um carácter singular, foi feita exclusivamente pelo povo contra o exército.

 

O povo rural levantou-se em armas (algumas espingardas e pólvora, paus, foices roçadoras e machados) e com a participação activa de muitas mulheres. Grupos de mulheres amotinadas resistiram e bateram alguns destacamentos de tropas. Uma delas chamava-se Maria da Fonte – camponesa do lugar da fonte, para os lados da Póvoa de Lanhoso.

 

 A sua coragem foi celebrada e converteu-se em figura lendária, vindo a dar o seu nome a todo o movimento de revolução.

 

            Em 1846, na guerra da Maria da Fonte, conservaram-se fiéis ao governo dois regimentos do Minho: o 8 de Braga, comandado pelo Trinta Diabos, e o 3 de Viana.

 

             Este regimento veio até Barcelos para se opor à invasão dos povos circunvizinhos amotinados e aos distúrbios que estes praticavam na vila.

 

             Roriz e todas as freguesias até Prado deram grandes contingentes de guerrilheiros para essa revolução.

 

            A Infantaria 3, partindo de Barcelos, foi esperar os guerrilheiros, encontrando apenas dois, de foice roçadora e arma aperrada no lugar do Mosqueiro, em Lijó; o resto tinha fugido à aproximação da tropa.

 

            O comandante do destacamento, não se sabe porque razão, mandou dar fogo sobre os dois guerrilheiros que eram: Domingos da Rocha e João António Barbosa, da freguesia de Quiraz., o Rocha caiu varado pelas balas e morreu sem sacramentos, como diz o seu registo de óbito, e o Barbosa ... Fugiu.

 

             Dali marchou o destacamento por Roriz, atravessando o monte, para a freguesia de Oliveira, sem resistência, mas ao descer do monte, já em Oliveira, houve uma ligeira escaramuça, saindo dela um soldado morto e alguns feridos.

 

 



 

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