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Património histórico

 

 

  A Citânia de Roriz ou Eira dos Mouros, é um local de grande interesse turístico e arqueológico.

  Chegando ao alto da Portela de Roriz, formada pela garganta entre o alto do Facho, à direita, e o alto de Penizes ou Malvizinho, à esquerda. Bem depressa se depara com os vestígios de uma grossa muralha de alguns metros de espessura e com pequenos intervalos, outra e seguir outra, a tríplice muralha que cercava a importante povoação Romana e Pré - Romana que aqui existiu.

  Começaram então a aparecer os alicerces de muitas casas, algumas circulares, e restos de calçadas, as estreitíssimas ruas de então.

  Nos penedos espalhados por este grande recinto apareciam obras de mão humana, pias, fossettes e dois pelo menos mostram ainda bem visíveis regos e desenhos gravados no granito.

  Encontram-se, por escavações feitas, pequenas cortinas de muros bem trabalhados e no pendor sul - nascente o penedo da Pata do Cavalo, no qual está gravada uma pequena cavidade da forma da pata daquele animal, como o povo quer ver.

  Pelo chão e cobertos pela terra movediça encontram-se tijolos e restos de cerâmica.

  Vê-se pela extensão ocupada que aqui existiu, em eras pré - históricas e ainda no domínio dos Romanos na península, uma grande povoação, cujo nome se perdeu.

  Hoje é conhecida por Citânia de Roriz, Eira dos Mouros e cidade de Çanhoane.

  No alto do monte do Facho deparámos com a capela da Senhora do Facho, ao lado desta, mais propriamente do lado nascente, encontra-se edificado o cruzeiro do facho.

  Do alto do monte do Facho, apesar do muito arvoredo, descortina-se um lindo e vastíssimo panorama.

  Ao nascente vê-se a cidade de Braga até ao monte do Sameiro e Gerês e todo o vale do Cávado até Barcelos, estendendo-se a vista por ali fora sul e poente até ao mar, do qual ainda se avista uma nesga, e do sopé deste monte até ao de São Gonçalo e Penedo do Ladrão, estende-se o fértil e verdejante vale do Tamel.

  Descendo a encosta do Facho até à Portela, ladeando a do Panizes ou Malvizinho, pode-se ir contemplar o penedo Redondo, o Penedo da Rodilha e o do Sino, mais adiante.

  No penedo do Sino existe uma cavidade que ao ser estiçada com um pau ou outro objecto consegue-se produzir um som que é parecido com o de um sino. Ao penedo do sino está associada a lenda da Moira Encantada.

  A oeste do penedo da Rodilha podemos contemplar a Loja das Cabras, em que vários penedos apresebntam disposição em forma de  cabana ou gruta. Neste local, em caso de ocorrência de intempéride, abrigavam-se os animais.

  Ao lado desta, encontra-se a Eira Comunitária, penedo que devido á sua geometria plana, noutros tempos, desempenhou a função de eira, neste local as pessoas secavam os cereais.

  Abaixo do penedo do Sino situa-se a Fonte Verde, um escarpado rochoso do qual brota um pequeno fio de água, diz-se ser uma água de qualidade mineral comprovada.

 

 

                                                                           

 A Igreja Paroquial de Roriz, ergue-se ao centro de um adro cercado por parede em rústico com duas entradas, a do lado da frente da igreja é plana e bastante ampla, a da retaguarda é estreita sendo servida por um escadório em pedra.

  Excepto a capela-mor, que é obra mais moderna, este templo ostenta a sua silharia descoberta de qualquer reboco. Na sua fachada, terminada em ângulo, abre-se por cima de um pórtico renascentista uma pequena rosácea que dá luz ao coro.

  Ao lado esquerdo eleva-se encostada à fachada uma bem proporcionada torre para os sinos e atrás desta as duas sacristias :paroquial e a da confraria das Almas.

  Dentro, a capela-mor é forrada a madeira pintada, tendo ao centro um quadro alusivo ao Sacramento, e o seu altar, relativamente moderno, é em talha singela.

  O corpo da igreja é também forrado a madeira pintada, tendo ao centro a imagem do padroeiro São Miguel e a do Coração de Maria, ladeadas pelos quatro Doutores da Igreja.

  Tem cinco altares: dois junto ao arco cruzeiro, em bela talha antiga, estilo barroco, bem como os dois seguintes, sendo o quinto, encostado à parede do lado da epístola a meio da igreja, moderno e em talha muito simples.

  A igreja foi ampliada e restaurada no ano de 1984.

 

 

 


  A Igreja Paroquial de Quiraz, dizem que esteve primitivamente em sítio um pouco mais a poente do seu actual local, ainda hoje conhecido pelo nome da Casa da Igreja Velha, mas há muitos anos, alguns séculos já decorridos, foi mudada para o sítio onde está actualmente.

O actual templo é um edifício pequeno, sem cornijas nem pilastras dos lados, tendo sido reformado e reconstruído há bastantes anos. Na sua fachada de arquitectura muito simples, terminada em ângulo e encimada por uma singela cruz, abre-se uma larga janela que dá luz ao coro. Ao lado esquerdo da fachada e encostado a esta, eleva-se um pequeno torreão para dois sinos, seguindo-se do mesmo lado, até à capela-mor, a sacristia.

A capela-mor é, no seu interior, forrada a estuque muito bem pintado, tendo ao centro um emblema do Sacramento. O retábulo do seu altar é uma talha antiga também muito bem pintado e dourado há bastantes anos.

Os dois altares laterais são em talha antiga, muito singela.

Tem coro, púlpito e baptistério com pia de granito, antiga e sem lavores.

 

 


                                                                              

O Cruzeiro Paroquial de Roriz , fica ao lado esquerdo do caminho que vai      da estrada nacional 306 até á igreja matriz, junto à escola do Assento. É pequeno, com base sem data nem inscrição e capitel coríntio.

  Construído no século.17, no ano de 1628, data inscrita no plinto, no lado direito do plinto está inscrita a data de 1828, comemorativa dos duzentos anos do respectivo cruzeiro.

  Em termos descritivos é de soco quadrangular de três degraus, plinto cúbico com quadros de molduras lisas nas faces e florões ao centro. Arquitectura religiosa, seiscentista. Cruzeiro de encruzilhada, seiscentista, de fuste cilíndrico e cruz simples de braços também circulares.

 

 

                                                          

 

O Cruzeiro Paroquial de Quiraz , fica em um largo em frente à igreja, a meio caminho desta e do local onde existiu a velha matriz.

  Este cruzeiro, na sua simplicidade e humildade, é interessante, denotando, porém, ser muito antigo.

  A cruz, de hastes redondas, eleva-se sobre um capitel liso e fuste rectangular, o qual tem já a inclinação da torre de Pisa.

 

 

 

 

 

 

 

Cruzeiro de Quiraz, situado junto à estrada nacional 306, na zona de lazer e rodeado de oliveiras, o que estava no lugar de Pateirão junto à actual sede de junta.

  Sem data nem inscrição, soco quadrangular de três degraus, plinto cúbico com quadros de molduras lisas nas faces, de fuste cilíndrico e cruz de hastes rectangulares.

 

 

 

 

 

 

 

 

A Capela de Nossa Senhora da Esperança, situada no lugar do Bárrio, mais propriamente junto à casa do Bárrio, separada apenas desta pelo caminho, é particular e pertencia ao Senhor Arnaldo de Mendanha Arriscado, actualmente pertence á família Correia. .

  Esta Capela é muito antiga : já em 1634 foi nela instituído o vínculo do Bárrio, dos Arriscados. Foi mandada reedificar em 1859 pelo último Morgado do Bárrio, António de Mendanha Arriscado.

  Encontra-se em aceitável estado de conservação, ostenta na sua fachada a pedra de um brasão, diferente do Solar do Bário.

 

 

 

              

 

                                                                    

 

A Capela de Nossa Senhora do

Carmo, situada no lugar da Leiroinha, encontra-se em bom estado de conservação. Actualmente pertence ao senhor Carlos do Carmo Quinta e Costa.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A Capela de Santo António, situada no lugar do Outeiro, junto a esta capela encontra-se um marco geodésico que é o limite da freguesia de São Miguel de Roriz com a de Santa Maria de Galegos.

 

 

 

 

 

 

 

 

    

 

 Capela de Real, também denominada de Capela da Sra da Penha, situada no lugar de Real, datada de 1885

          

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

                                                

           

   A Cadeia do Carreto, situa-se no lugar de Quiraz, perto da casa do antigo capitão do Carreto, hoje pertencente à família de Manuel Barbosa (família parra).

  Tem o aspecto de uma casa relativamente mal conservada, no seu interior existem arcos em granito.Neste edifício, o capitão do Carreto, encerrava os presos  destinados a  militares,  antes   de existirem as actuais inspecções.


 


 

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